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quinta-feira, 24 de março de 2011

Arte no Tempo

          A Arte está na vida da humanidade desde o início do raciocínio lógico. Nas pinturas e inscrições rupestres, nos instrumentos de caça, de música, nas esculturas, nas moradias, nas roupas e utilidades domésticas, podemos encontrar ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIAS, as quais sempre andaram de braços dados, assim como hoje.
          Porém, já nas civilizações antigas (Egito, Mesopotâmia, Grécia, Maias...) a arte ganhou um novo papel: o da decoração.
Pietá, Miguel Ângelo

          Com o passar dos anos, essa decoração passou a ser pessoal, cada artista mostrava sua individualidade, foi quando começaram a assinar suas obras, pois até então não assinavam, eram anônimos.


          Essa arte também passou a ser cobiçada, e os artistas começaram a cobrar por seu trabalho, sua arte. Assim muitos artistas trouxeram suas contribuições para a arte, como por exemplo o artista Leonardo Da Vinci  que entre algumas contribuições estão estas: utilização da técnica artística da perspectiva, uso de cores próximas da realidade, figuras humanas perfeitas, temas religiosos, uso da matemática em cálculos artísticos, imagens principais centralizadas, paisagens de fundo, figuras humanas com expressões de sentimento, detalhismo artístico.
Montagem feita com desenhos de Leonardo da Vinci


          Com o desenvolvimento das técnicas e produções artísticas, novas modalidades foram surgindo, como a fotografia, o cinema, o vídeo arte, o grafite, a performance etc.


Jacicleide Bezerra

terça-feira, 1 de março de 2011

História das Rádio-Novelas


Peguem os lencinhos,
sentem-se e chorem

Fabiana Amaral


- “Senhoras e senhoritas, o famoso creme dental Colgate apresenta o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins: Em Busca da Felicidade.”
Foi assim que começou a história da radionovela no Brasil, na Rádio Nacional, em junho de 1941. Dramas já vinham sendo testados no poderoso veículo. Mas em forma de teatro, com poucos capítulos e bem curtos, a moda trazida de Cuba virou logo uma febre nacional.

O rádio ainda não era bem explorado comercialmente e a maioria de suas transmissões era dirigida ao público masculino. Foi essa a grande sacada das novelas que, na verdade, tiveram seu início com os folhetins publicados no rodapé dos jornais a partir de 1836.

Nos Estados Unidos (para variar, o tio Sam) começou-se a enxergar um filão de mercado no público. Isso lá pelos anos 30. Eram montados melodramas que faziam a mulherada se debulhar em lágrimas com histórias da carochinha. Mas ninguém dava importância para a irrealidade dos contos. A grande sacada era que, totalmente entretidas pelos dramas das personagens, o novo público-alvo, mulheres, na sua maioria donas-de-casa, absorvia tudo que lhes era despejado.

As propagandas inseridas nos dramalhões eram constantes e a indústria de sabonetes e perfumes fazia a festa com o potencial consumista até então desconhecido. Esses programas ficaram conhecidos como "
soap opera" (ópera de sabão), por causa dos patrocinadores.

Mas vocação para dramalhões tragicômicos não tem outra origem que não a latina. Foi em Cuba e outras localidades de língua hispânica que o gênero se alastrou e arraigou feito câncer. E eram dessas localidades as peças consumidas pelas "senhoras e senhoritas" do Brasil.

Por aqui, as radionovelas eram disseminadas pela agência publicitária Standard Propaganda, que detinha a conta da Colgate-Palmolive. Vendo que os ianques se deram bem com a façanha inseriam com sucesso a mesma fórmula por aqui, nos horários matutinos e vespertinos, desprezados pelos comerciantes, mas comprovadamente rico em audiência feminina.
Radiomachismo

Uma nova tendência era percebida no comportamento social. A mulher agora era tida como mercado, mas sua condição não era nem um pouco exaltada. Os dramas retratavam o machismo social - não tão distante -, com histórias ressaltando o compromisso com o lar, a subserviência ao marido e as conseqüências de não ser uma boa esposa. Afinal, era dela a culpa das puladas de cerca do marido e "ai" se reclamasse.

Quanto mais fantasioso o enredo, mais lágrimas, mais comoção, mais alienação e mais dinheiro para os patrocinadores. Todavia, o público masculino começou a dar um pouco mais de atenção ao programa das senhoras. E para agradar também a esse público o jeito foi jogar um pouco mais de realidade nas tramas, e ainda assim não perder o ar "a la" México. Característica fundamental.

Nessa onda de sucessos estrondosos, destacou-se
O Direito de Nascer, do cubano Félix Cagnet. Ele sabia que essa fórmula com sonhos, anseios e fantasias vendia muito, daí a necessidade de fazer chorar. E as lágrimas rolaram quando Maria Helena, disse ao doutor a clássica frase:
"Doutor, não posso ter este filho que vai nascer" (seguidos dos Oh! Ah!).
Mas nasceu, virou comoção nacional e foi visto, depois, na TV.

Embora o sucesso fosse grande e a massificação irremediável, demorou para a radionovela se tornar diária. Isso só aconteceu na década de 1960, com o advento da telenovela. E apesar de ser avidamente consumida no Brasil, as produções radiofônicas eram veiculadas duas vezes por semana, num tempo de 20 minutos, aproximadamente. Pouco até, para o estrago que faziam.

Em trabalho acadêmico, Antonio de Andrade, professor de Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), cita o sociólogo Orlando Miranda, que dá uma idéia do que era o rádio em seu apogeu. Ele afirma que "o impacto do rádio sobre a sociedade brasileira a partir de meados da década de 30 foi muito mais profundo do que a televisão viria a produzir 30 anos depois". Para isso, as radionovelas foram fundamentais.

A moda se propagou e não só a Rádio Nacional detinha a guarda da criança. Todas começaram a produzir suas novelas, que alçavam à fama seus radioatores. Mas com a massificação da tevê, que teve sua primeira novela em 1951, as coisas pelo rádio começam a cambalear e o declínio pôde ser visto a partir da década de 1960, para culminar com o fim da radionovela em 1973. Isso oficialmente, pois com a facilidade e o baixo custo de produção, o gênero pode ser observado em várias regiões brasileiras. Principalmente no Norte e Nordeste. Sendo uma alternativa às caras produções televisivas.

Que o gênero novelístico seja classificado como cultura e lisonjeado pelas rodas intelectuais e artísticas tudo bem, mas conhecendo a origem mais popular que se intensificou no rádio chega a se fazer necessária uma reflexão sobre as novelas atuais. Para tanto basta lembrar com que objetivo começaram: incitar o consumismo. Senhoras, senhoritas e senhores, peguem os lenços e chorem.

FONTE:
http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/midia/dnov/midia1.htm

INICIAÇÃO À LEITURA DE IMAGENS

Salinas, Newton Navarro
  • ARTES PLÁSTICAS
As Artes Plásticas têm como objeto de estudo as imagens. O artista plástico transforma a forma de vários materiais em outras formas. Faz a pedra virar rosto, dá uma outra forma ao barro. Trabalha com a luz, a cor e o desenho para representar o mundo e expressar-se em imagens.
Por meio desta linguagem, podemos estudar a natureza, o cotidiano, os meios de comunicação, as telas, as fotografias, as esculturas, para compreendermos melhor o mundo que nos rodeia.
Para isso, é preciso dominar os elementos que a constituem.
A linha, a cor, o volume e a superfície são os elementos expressivos da linguagem plástica. Eles dão forma a uma imagem, por isso chamamos de elementos básicos ou contextos formais. Organizados em determinado contexto, eles adquirem um sentido compositivo, como, por exemplo, ritmo, equilíbrio, profundidade. Tal disposição pode configurar uma ideia de tranquilidade, de frio, de calor, de dramaticidade, de movimento. Por esta razão, eles são chamados de elementos intelectuais ou secundários.
A localização no tempo histórico e no espaço, o tema, o motivo, os significados, a crítica e a estética são elementos vivenciais que nos levam a compreender o sentido, as entrelinhas, as mensagens implícitas na obra de arte.

Quando fazemos a leitura de uma imagem, inicialmente procuramos apreciá-la e perceber seus elementos compositivos que nos levam a sentir sensações. Em seguida, procuramos relacionar nossas vivências às formas desta obra de arte, investigar a vida do artista e as características da época presentes na obra, para desvendar a verdade contida na imagem. Desta forma, pela arte, podemos dialogar com o mundo sem fronteiras de tempo e espaço.
Compomos o nosso universo quando organizamos as cores, os objetos, as roupas, os espaços, com intenções práticas e estéticas, dando-lhes forma e sentidos.

Composição, portanto, é um modo de coordenar ou dispor de cores, linhas e formas, a partir de uma determinada lógica que expressa uma ideia.

  • MONTAGEM
É uma combinação de elementos, partes ou peças, para formar um todo que expresse uma ideia. Em uma montagem, procura-se explorar os diferentes sentidos que cada elemento pode ter isolado e no conjunto.
Podemos fazer montagem com imagens, letras, objetos, músicas, símbolos, etc.


designup.pro.br




  • DIAGRAMAÇÃO
É a maneira como organizamos os vários elementos de uma montagem, procurando, pela disposição de suas partes, atender a finalidades específicas, tais como: jornal e mural.






 Fonte: Positivo, 2006

ATIVIDADE

1ª) Crie uma composição que mostre algum momento do seu dia a dia:

2ª) Crie uma montagem (plano de fundo e imagens e letras) recortando revistas e jornais, e mostre uma ideia (em trio):

3ª) A turma irá montar um mural com os trabalhos produzidos:

TATUAGEM - Um Conceito Antropológico

Tatuagem ou dermo pigmentação é uma das formas de modificação do corpo mais conhecida e cultuada do mundo.
É um desenho permanente feito na pele, através de agulhas e pigmentos especiais, naturais ou artificiais. A motivação para os cultuadores dessa arte é ser uma obra de arte viva, e temporal tanto quanto a vida (ou seja, está viva enquanto você também estiver).
Com James Cook o mundo ocidental (Inglaterra) conheceu a prática, porém em 1879 passou a ser usada para identificar criminosos na Inglaterra, e passou a ter a conotação “fora-da-lei” no Ocidente e alguns países do Oriente.
Em 1891, Samuel O'Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagens.
Durante a 2ª Guerra Mundial, os soldados e marinheiros gravavam o nome da pessoa amada.

No Brasil, a tatuagem elétrica chegou no Brasil nos anos 60 em Santos (SP).

Alguns significados:
  • Abelha: prosperidade e fartura
  • Águia: estratégia
  • Âncora: segurança; volta ao lar
  • Anjos: proteção/protetor
  • Borboleta: liberdade. (na China: felicidade no casamento).
  • Cruz: religiosidade
  • Cruz inversa: materialismo
  • Coração: amor, religiosidade, mágoa
  • Dragão: nobreza, magia, lealdade, transformação.
  • Estrela: proteção, religiosidade, magia negra, aventura.
  • Fadas: eterna juventude.
  • Lua: renascimento, poderes mentais.
  • Rosa: romance, Vênus: deusa do amor.
  • Rosa branca: pureza.
  • Rosa vermelha: paixão.
  • Rosa rosea: amor puro (como de mãe e filho)
  • Rosa amarela: amizade
  • Rosa azul: desejo de atingir o impossível
  • Rosa dourada: sonhos.


    Fonte imagem: stilomais.com.br

FUNÇÕES DA ARTE

Para que transformar o barro em objetos? Qual a finalidade de executar sons em um pedaço de bambu e requebrar o corpo? Quais as funções da Arte?
A Arte tem muitas funções na vida do homem. Vejamos algumas delas:

  • FUNÇÃO INDIVIDUAL
O ser humano é um ser sensível, emociona-se, reflete, pensa. A Arte tem como finalidade possibilitar os processos de percepção, sensibilização, cognição, expressão e criação necessários ao desenvolvimento global do homem. Ao suprir suas exigências básicas de sobrevivência, o homem quis mais: desejou ser mágico para transformar a matéria em outra diferente; desejou tornar o sonho realidade; desejou criar beleza para encontrar prazer; desejou conhecer a si mesmo para ter a consciência do que é e do que poderá vir a ser enquanto cidadão.

  • FUNÇÃO AMBIENTAL
A Arte, por meio da alfabetização estética, leva a todos a observar o meio que o cerca, reconhecendo a organização de suas formas, luzes e cores, suas harmonias e seus desequilíbrios, a sua estrutura natural bem como a construída.
Como vimos, toda pessoa transforma a natureza com o seu trabalho. Arte é matéria transformada, concreta, ocupa lugar e espaço. Até mesmo o som e o gesto, por mais fugazes que pareçam, compõem como o ambiente, novos ambientes. Por intermédio de objetos, sons e movimentos, uma nova paisagem visual, sonora, espacial vai surgindo a cada minuto e imprimindo novos significados, estéticas e necessidades para a sociedade. É importante que cada um perceba este mundo, como uma paisagem e tenha consciência ao transformá-la.

  • FUNÇÃO SOCIAL
Toda pessoa é um ser cultural, fruidor e agente da Arte. Ela transmite a cultura elaborada pela humanidade. Enquanto linguagens, ultrapassa a função da comunicação simples e pura, pois transmite ideias, sentimentos e informações que transformam as ideias, os sentimentos e as informações já existentes, influenciando modos e atitudes, num movimento dinâmico de interação entre o homem e a sociedade. A Arte é conhecimento e, como tal, tem função no processo de educação do ser humano, enquanto Educação Artística e alfabetização estética. Ela revela os símbolos específicos de cada linguagem, necessários à construção de um leitor de mundo mais crítico, sensível e eficiente nos seus posicionamentos.


Fonte: Positivo, 2006
Imagem: grafitelc.blogspot.com